Curando la actualidad hispana…
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Paleontólogos descobriram um herbívoro de pescoço longo de 30 metros que viveu há 90 milhões de anos.
A Patagônia argentina é um dos depósitos de fósseis de dinossauros mais ricos do mundo. As condições geológicas da região, com vastas extensões de sedimentos do Cretáceo expostos pela erosão, tornam as descobertas relativamente frequentes. No entanto, cada nova espécie formalmente descrita fornece dados únicos sobre a diversidade da vida no Cretáceo tardio.
Os titanossauros, o grupo ao qual este achado pertence, são os dinossauros saurópodes maiores conhecidos. Viveram no supercontinente que hoje é a América do Sul durante o período em que os continentes ainda estavam se separando, o que explica a presença de formas gigantes sem equivalente no hemisfério norte. Um animal de 30 metros de comprimento e possivelmente 70 toneladas precisaria consumir volumes imensas de vegetação, o que por sua vez implica ecossistemas muito produtivos.
O processo de identificar uma nova espécie a partir de fragmentos fósseis é laborioso: comparação morfológica com centenas de espécimes já catalogados, análise de proporções, datação da formação geológica. A confirmação de que se trata de uma espécie distinta das já conhecidas pode levar anos desde a descoberta inicial dos ossos.

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