Organizando lo último de hoy
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Uma nova vacina ataca partes do vírus que não sofrem mutação. Ensaios clínicos mostram proteção duradoura contra múltiplas cepas.
A vacina sazonal da gripe é um dos exemplos mais conhecidos das limitações da vacinologia convencional. A cada ano, a Organização Mundial da Saúde convoca especialistas para prever quais cepas do vírus influenza circularão na próxima temporada, e os fabricantes produzem uma vacina ajustada a essa previsão. O sistema funciona quando a previsão é acertada e falha quando o vírus sofre mutações em direções inesperadas, como ocorreu na temporada 2014-2015, quando a eficácia da vacina caiu para 19%.
A vacina universal busca resolver esse problema atacando partes do vírus que não mudam de uma cepa para outra. A hemaglutinina, a proteína que o vírus usa para se aderir às células humanas, tem uma região do "talo" que é altamente conservada entre diferentes cepas e subtipos. Se o sistema imunológico aprender a reconhecer essa região do talo em vez da "cabeça" que muda a cada temporada, uma única vacina poderia gerar proteção contra múltiplas variantes do vírus ao longo do tempo.
Os ensaios clínicos mais avançados nesse campo — incluindo candidatos dos National Institutes of Health, Pfizer e outros laboratórios — mostraram que é possível gerar anticorpos neutralizantes contra regiões conservadas do vírus. A proteção demonstrada na fase 2 não garante eficácia comercial na fase 3, mas os dados publicados entre 2021 e 2024 são os mais promissores que esse campo já produziu. Se os ensaios de fase 3 confirmarem a eficácia, o impacto na saúde pública seria significativo: não apenas eliminaria a necessidade de se vacinar anualmente, mas melhoraria a preparação para pandemias de influenza causadas por novas cepas.
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