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As coloridas criaturas de madeira entalhada são uma das expressões mais emblemáticas do México. Sua origem: um sonho febril em 1936.
Equipe editorial do Virela
Imagem de apoio: Foto de Unsplash
A história dos alebrijes começa em 1936 com Pedro Linares, um artesão de papel machê da Cidade do México que, segundo seu próprio relato, adoeceu gravemente e durante o delírio da febre sonhou com um lugar estranho onde apareciam criaturas fantásticas que não eram nenhuma das que conhecia: misturas de animais de diferentes espécies, com cores impossíveis e formas que desafiavam a anatomia conhecida. Nesse sonho, as criaturas repetiam uma palavra sem significado: alebrije.
Ao se recuperar, Linares reproduziu essas criaturas em papel machê, criando as primeiras figuras do que mais tarde seria chamado de alebrijes. Suas peças chegaram às mãos do pintor Diego Rivera, que as colecionou e as apresentou a galeristas e colecionadores. A difusão foi rápida: nas décadas de 1940 e 1950, os alebrijes de papel machê de Linares eram conhecidos nos circuitos de arte popular mexicana e haviam ganho prêmios em exposições internacionais.
A versão em madeira entalhada que hoje é talvez mais conhecida do que o papel machê original vem de outro lugar: Oaxaca, onde os artesãos de San Martín Tilcajete e San Antonio Arrazola desenvolveram de forma independente figuras de copal entalhadas e pintadas com padrões geométricos e cores vibrantes que foram associadas aos alebrijes. O termo se estendeu a essas peças de origem e técnica distintas, criando uma categoria artesanal que hoje é um dos produtos de exportação cultural mais representativos do México. O filme Viva — A Vida é uma Festa da Pixar levou os alebrijes a uma audiência global que em muitos casos desconhecia sua história.
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