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Do orçamento participativo de Porto Alegre às superquadras de Barcelona. Políticas que depois são adotadas em nível nacional.
Equipe editorial do Virela
Imagem de apoio: Foto de Unsplash
Os governos locais têm uma vantagem estrutural sobre os nacionais em matéria de inovação: estão mais próximos do problema, têm ciclos de decisão mais curtos e podem experimentar em pequena escala antes de ampliar. Porto Alegre, Brasil, introduziu o orçamento participativo em 1989, permitindo que os cidadãos votassem diretamente na distribuição de parte do orçamento municipal. O modelo foi tão bem-sucedido que a ONU o incluiu como prática de referência e foi adotado por mais de 3.000 municípios em todo o mundo.
Barcelona implementou o conceito de "superquadras" a partir de 2016: a reorganização do espaço urbano em blocos de nove quarteirões onde o tráfego de passagem é excluído, liberando o interior para uso pedestre, ciclista e comunitário. Os dados do primeiro bairro implementado, Poblenou, mostraram reduções de ruído, melhorias na qualidade do ar e aumento da atividade comercial e social nos espaços recuperados. A cidade de Paris adotou um conceito semelhante com sua "cidade de quinze minutos" e várias cidades europeias avaliaram adaptações próprias.
Singapura, Medellín e Viena aparecem de forma recorrente nos índices de inovação em governança urbana. Medellín passou de ser a cidade mais perigosa do mundo nos anos noventa a ganhar prêmios de urbanismo por sua transformação através de teleféricos, bibliotecas e urbanismo nos bairros mais marginalizados. Viena mantém um modelo de habitação social que cobre 60% da população, o que a torna consistentemente uma das cidades com maior qualidade de vida do mundo segundo múltiplos índices internacionais. Em todos esses casos, a inovação local precedeu a política nacional em anos ou décadas.
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