Curando la actualidad hispana…
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O cérebro não processa duas tarefas complexas ao mesmo tempo. O multitarefa reduz a produtividade em até 40% e aumenta o estresse.
A ideia de que as pessoas podem realizar várias tarefas cognitivas simultaneamente é uma das narrativas de produtividade mais difundidas e com menos respaldo científico. O que o cérebro faz quando parece estar em "multitarefa" é, na realidade, alternar rapidamente entre tarefas, com cada alternância gerando um custo cognitivo que os pesquisadores chamam de "custo de alternância de tarefas". Esse custo é pequeno por alternância individual, mas se acumula de forma significativa ao longo do dia.
O estudo mais citado sobre o tema, publicado por pesquisadores da American Psychological Association, descobriu que os trabalhadores do conhecimento que alternavam entre tarefas complexas perdiam até 40% de seu tempo produtivo nesses custos de transição. A perda não é percebida como tal porque o estado de alternância constante gera uma sensação de atividade e alerta que muitas pessoas confundem com produtividade. A sensação de estar ocupado não é o mesmo que estar produzindo resultados.
O impacto sobre o estresse é outro eixo do problema. A alternância constante de tarefas mantém o sistema nervioso em um estado de ativação elevada que, sustentado por horas, contribui para a fadiga mental e o esgotamento. Estratégias como o "deep work" — blocos de tempo dedicados a uma única tarefa sem interrupções — ou a técnica Pomodoro — iterações curtas de foco total — são respostas práticas com respaldo empírico. Elas não eliminam a necessidade de gerenciar múltiplas responsabilidades, mas mudam o padrão de execução para minimizar os custos de transição.
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