Curando la actualidad hispana…
Curando la actualidad hispana…
Obras que eram vandalismo agora são leiloadas por milhões. Banksy abriu as portas para toda uma geração de artistas urbanos.
A transição da arte de rua desde os muros ilegais até as salas de leilão é um dos processos de legitimação cultural mais rápidos e radicais das últimas décadas. Nos anos oitenta, grafiteiros como Jean-Michel Basquiat e Keith Haring já haviam feito esse percurso em Nova York, mas o movimento foi percebido como excepcional. Com Banksy, o artista britânico cuja identidade permanece desconhecida, a tensão entre a autenticidade da rua e a apropriação pelo mercado de arte se tornou o tema central de sua própria obra.
O fenômeno Banksy combina ironicamente a rejeição ao mercado de arte com uma cotização de mercado extraordinária. Suas peças em muros de Gaza, Cisjordânia e cidades britânicas geram cobertura internacional. Suas instalações e pinturas em leilões alcançam dezenas de milhões de dólares, incluindo o caso do quadro que se autodestruiu parcialmente em leilão em 2018 — um gesto conceitual que, em vez de destruir valor, o multiplicou. Sua loja Gross Domestic Product, que vendia mercadorias de forma irregular, era ela própria uma crítica ao consumismo que vendia.
A institucionalização da arte urbana produziu um mercado secundário de murais em edifícios privados, festivais de arte de rua com artistas convidados e patrocinadores corporativos, e espaços de exposição dedicados. O MOCA Los Angeles, o Tate Modern em Londres e o Museum of the City of New York incluíram arte de rua em suas coleções permanentes. A pergunta que alguns artistas do movimento continuam fazendo é se a arte que perde sua relação com o espaço público e a ilegalidade também perde sua razão de ser.
Cobrimos tecnologia, IA e cultura digital com critério editorial. Conheça a equipe
Recibe lo mejor de Virela cada semana. Tecnología, cultura digital y herramientas útiles.